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Análise do Comportamento dos Preços de Petróleos (Novembro 2019)

Em Novembro os preços do barril petróleo sofreram um aumento significado nos mercados internacionais. O Brent benchmark para as ramas angolanas foi comercializado ao preço mais alto de $ 63,97/bbl, a uma média de $62,39/bbl, representando um aumento de $2,74, em relação a média alcançada no mês de Outubro de $59,65/bbl. 

O WTI foi comercializado ao preço mais alto de $58,58/bbl, a uma média de $57,05/bbl; um aumento de $2,83 em relação a média alcançada em Outubro de $54,22/bbl. O diferencial entre o Brent/WTI fixou-se em $5,33, uma redução de $0.10 em relação ao mês anterior de $5,43, fruto de uma maior valorização do WTI, em relação ao Brent no mês em causa. 

As ramas angolanas, também obtiveram um bom desempenho para o mês de Outubro. As ramas Girassol, Dália, Nemba e Cabinda foram as mais valorizadas e comercializadas a prémio de $3,42 – $2,94 – $2,35 – $3,14. Respetivamente em relação ao Brent. 

A rama Girassol foi a rama angolana mais valoriza, tendo atingido o preço mais alto de $65,50, a uma média mensal de $63,95/bbl; um aumento de $3,42 em relação a média do mês de Outubro de $60,53/bbl. A rama Cabinda, foi a segunda rama a ser valorizada, e chegou a ser comercializada ao preço mais alto de $64,82, a uma média mensal de $63,71; um aumento de $3,14 em relação ao mês anterior que cifrou-se em $60,57. A rama Dália chegou a ser comercializada ao preço mais alto de $64,89 a uma média mensal de $63,39; um aumento de $2,94 em relação a média do mês anterior que cifrou-se em $60,45/bbl. A rama Nemba foi comercializada ao preço mais alto de 63,75 a uma média mensal de $62,71; ; um aumento de $2,35 em relação ao mês de Outubro que ficou cifrado em $60,36/bbl. 

Para o mês de Novembro o grade Sokol da Rússia é o crude mais caro do mundo, com um API de 37,9º, e um conteúdo de Enxofre de 0,23%. Para o mês de Novembro o Sokol da Rússia foi comercializado ao preço mais alto de $69,77/bbl a uma média mensal de $67,78/bbl. 

Tensões nos acordos entre a Rússia e a OPEP, constituem um dos factores que influenciaram o preço do barril do petróleo para o mês de Novembro. O Presidente da Rússia Vladmir Putin, anunciou que a produção Russa de petróleo aumentou, apesar do país estar comprometido em continuar com a cooperação de restrição de produção da OPEP. Putin, anunciou na última semana de Novembro que a Rússia e a OPEP têm objectivos comuns, de manter o mercado petrolífero equilibrado e previsível. Moscovo, continuará a cooperação sob o acordo global de restrições de fornecimento, pois até agora a Rússia tem seguido com as diretrizes da OPEP, em certa medida, reduzindo a produção de petróleo relativamente ao mês de Setembro e Outubro, embora não tenha reduzido a produção tanto quanto as especificações do acordo exigem. 

De acordo com analistas, as vendas sofreram reajustes por questões do lado da oferta. O ministro dos petróleos do Omã Mohammed al-Rumhy, afirmou que provavelmente não existe necessidade da OPEP e seus aliados aprofundarem os cortes na produção apesar de acrescentar que o Omã apoiará uma extensão do acordo em andamento que termina em Março de 2020. A OPEP e seus 10 aliados que não pertencem a OPEP, incluindo a Rússia e Omã, estão no meio de um acordo de corte de produção de 1,2mbpd para os dias 5 e 6 de Dezembro do corrente ano, em Viena, para decidir sobre o futuro da produção destes países. Haverá uma indicação de que em Março o acordo deverá ser estendido. 

O secretário geral da OPEP Mohammed Barkindo, afirmou que a coalizão se concentrará em conseguir fazer com que os membros que ainda não atingiram seus níveis comprometidos de cortes aumentem o cumprimento de suas quotas de produção. Este, ainda acrescentou que não observa recessão económica iminente, que exigiria qualquer acção drástica da OPEP, para impedir uma grande venda nos preços de petróleo, apesar de muitas previsões de desaceleração do crescimento do PIB.  

Do lado da demanda, os participantes do mercado continuam preocupados com o progresso das negociações de acordos comerciais entre os EUA e a China, especialmente após os comentários do presidente Norte-Americano, Donald Trump. O Presidende Trump afirmou que não havia concordado em reduzir as tarifas contra a China, como parte de um acordo comercial interino entre os dois países, o que contradiz declarações anteriores. Espera-se que os mercados sintonizem o discurso do presidente Donald Trump, no Clube Económico de Nova York, para qualquer esclarecimento do andamento do acordo comercial. 

O grá­fico in­te­ra­tivo abaixo ilustra as va­ri­a­ções dos preços.

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