Domingo, Outubro 2, 2022

Arábia Saudita e Rússia Pressionam Iraque à Cumprir Com os Cortes de Produção

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Desde que a OPEP se uniu à Rússia e outros aliados no final de 2016 , com o objectivo de suprimir o excesso de petróleo global por meio de cortes de produção, desde então, o Iraque tem sido um participante relutante em relação aos cortes. 

Os cortes de produção de 9,6 mbpd foram estendidos até Julho, uma vez que a Arábia Saudita e a Rússia procuram garantias do Iraque, Nigéria e o Cazaquistão, de que não irão apenas aderir às quotas mas, também compensar a produção com cortes mais profundos nas próximas semanas. 

No entanto duvida-se que o Iraque seja capaz de alcançar a conformidade total, tendo em conta a baixa capacidade orçamental daquele país face aos baixos preços do crude, o que iria desafiar o novo órgão executivo daquele país que acabou de assumir funções em Maio, assim como os contractos com parceiros internacionais e empresas petrolíferas. Estas sanções financeiras podem forçar o o shut-down das instalações petrolíferas. 

No entanto, como a produção de petróleo de cada país é um direito soberano, a OPEP não possui mecanismos de imposição para forçar a conformidade às cotas além da pressão dos membros e apelar para uma gestão responsável do mercado. 

Manter o acordo é a única saída que os países integrantes da coalizão OPEP+têm. A nossa análise demonstra que  as apostas são muitos altas para uma possível destruição do acordo entre os membros, dado o devastador colapso do mercado de petróleo verificado nos primeiros 4 meses do ano. 

O Iraque é um membro fundador da OPEP e o 2º maior produtor do grupo, é também o membro menos complacente, excedendo reiteradamente a sua quota mais do que qualquer outro país membro. 

De Janeiro-Março, o Iraque elevou a sua produção para  4,63 mbpd, cerca de 170.000 bpd acima da sua quota de produção, 10,5% acima da taxa de conformidade de 10,5%, já quem em 2019 produziu 203.000 bpd acima da sua quota de produção. 

O histórico acordo de corte de produção de 9,7 mbpd que entrou em vigor em Maio. O excesso de conformidade da Arábia Saudita tem cobrido o excesso de produção do Iraque e de outros países membros, o que levou o ministro de Energia da Arábia Saudita a adoptar uma posição dura com os free-riders, sem essa restrição extra, os índices de conformidade da OPEP+ irão cair, a menos que o Iraque e outros países não complacentes melhorem o seu desempenho. 

O Iraque e a Nigéria enfrentam fortes pressões para honrar com os seus compromissos de cortes de produção, mas prevê-se que a Arábia Saudita e a Rússia provavelmente irão permitir a esses produtores com défices orçamentais alguma flexibilidade num horizonte temporal, de formas a garantir a execução do acordo. (Platts).

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