Domingo, Agosto 14, 2022

Crescimento da Demanda de Petróleo Mais Fraco em Quase uma década

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A demanda global de petróleo continua a apresentar reduções nas principais análises de energia, com várias revisões em baixa. Espera-se que a demanda por petróleo cresça apenas 0,9 mbpd este ano. Em Junho verificou-se que a demanda em 2019 aumentaria 1,2 mbpd, este valor foi reduzido em Julho para uma média de 1,2 mbpd. 

Quase todos principais indicadores foram forçados a reduzir drasticamente seus números, mas a economia global desacelerou muito mais do que o esperado. Se o crescimento da demanda de aproximadamente 89.000 bpd ocorrer conforme prevê a EIA, seria a primeira vez desde 2011 que a demanda por petróleo aumentaria menos de 1 mbpd. 

A OPEP também reduziu a sua previsão para uma média de 1 mbpd em seu último relatório, abaixo de 80.000 bpd em relação ao mês de Agosto, apresentando uma desaceleração da economia global. Isso destaca a responsabilidade de todos os países produtores de apoiar a estabilidade do mercado de petróleo para evitar a volatilidade indesejada e uma possível recaída no desequilíbrio do mercado.   Ao mesmo tempo, a produção do cartel aumentou 136.000 bpd em Agosto em relação ao mês de Julho, liderada por um aumento significativo da Arábia Saudita.     

A guerra comercial EUA-China aparece como maior obstáculo ao crescimento económico. As vendas de carro na China caíram cerca de 13% no primeiro semestre do ano, em comparação com o mesmo período de 2018. As vendas de carros caíram em 14 dos últimos 15 meses. 

Os bancos de investimento afirmam que a um risco negativo de suas previsões da demanda devido às chances de uma nova desaceleração económica. Goldman Sachs espera que o Brent alcance em média apenas 60/barril em 2020. Simplesmente não existe um mecanismo forte de crescimento no mercado. As grandes economias são limitadas pelas incertezas geopolíticas (guerra comercia, Brexit). Os baixos preços do petróleo estão a contribuir para uma actividade menor, que irá conduzir a uma desaceleração da produção e preços mais altos do petróleo. Mas por enquanto os cortes de gastos estão a atingir a barreira do produtores do petróleo de xisto, tanto que o sector de serviços está a entrar em recessão e contracção total. 

Os cortes da OPEP+ serão necessários até 2020 e somente em 2021 as coisas começarão a apertar, até então, a queda significativa de vícios em projectos de longo prazo começará a ser sentida. Estes são os projectos que foram descartados após a queda do petróleo de 2014-2016. Além disso, estima-se que o crescimento da produção de petróleo de xisto dos EUA sofrerá uma desaceleração, removendo uma outra fonte do crescimento da oferta que caracterizou o mercado de petróleo na última década. 

Até então, o mercado de petróleo permanecerá em crise. Existem alguns sinais de que os EUA e a China estão ansiosos por um acordo, a China declarou na quarta-feira que isentaria alguns produtos das tarifas planeadas, um pequeno ramo de oliveira destinado a dissipar tensões. Não está claro o que pode resultar desse movimento, mas é concebível que os EUA respondam com algo, talvez um atraso nas tarifas planeadas.  Enquanto isso os preços do petróleo continuarão a enfraquecer. (Oilprice).

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