Indústria de Oil & Gas Offshore Está de Volta

Logo após a realização do World Economic Forum na semana passada em Davos, em que vários palestrantes tiveram palavras duras em relação a indústria de petróleo e gás, incluindo o chefe da ONU, António Guterres, e o chefe da IEA, Fatih Birol, com mensagens claras sobre “precisamos parar de produzir petróleo e gás para resolver o problema climático mundial”

Enquanto isso acontecia, no entanto, o mundo continuou a precisar de mais energia, e o petróleo e o gás continuaram a ser a forma ideal de energia para a maioria das necessidades humanas. Assim, com a previsão da demanda, inclusive pela IEA, as necessidades energéticas irão aumentar este ano acima da taxa de crescimento da oferta, e com isso, novas actividades de perfuração vão surgindo, especialmente offshore.

Em dezembro do ano passado, foram registados novas empreitadas de perfuração offshore, como Transocean, Valaris e Noble Corp, que dispararam meio à forte demanda por seus serviços, resultando num aumento das taxas diárias para plataformas de perfuração, chegando até aos $500.000?/dia.

No último ano e meio, todos começaram a perfurar novamente no mar e querem usar as plataformas mais eficientes. Um resumo dos maiores negócios assinados na indústria de perfuração offshore no ano passado reforça a percepção de um forte renascimento. O maior negócio foi o contrato da QatarEnergy com a McDermott para expandir a capacidade de produção no North Field, tornando-se num dos maiores negócios da história da McDermott. 

O Qatar também esteve envolvido no segundo maior negócio offshore para 2022, com a italiana Saipem, novamente para o North Field, o que é compreensível, já que o governo do Qatar planeia aumentar a capacidade de produção de LNG do país de 77 milhões de toneladas anuais para 110 milhões de toneladas. Isso significa que haverá muito trabalho para as empresas de perfuração offshore.

A Adnoc também está a aumentar a sua capacidade de produção com a ajuda da Schlumberger e da Halliburton, que fecharam 2 contratos com a major dos Emirados no ano passado no valor de cerca de $ 4biliões. O mesmo vale para a Aramco, que anunciou planos para aumentar sua capacidade de produção de petróleo em 1 MBPD, totalizando 13 MBPD. Espera-se que a maior parte da nova capacidade da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos venha de desenvolvimentos offshore.

A Noruega também está de olho numa forte expansão na actividade de perfuração de petróleo e gás, todas realizadas offshore, apesar das promessas anteriores do governo de uma redução gradual na produção de petróleo e gás e uma mudança para energia renovável. No início deste mês, o ministério de petróleo da Noruega concedeu 47 novas licenças de exploração a 25 empresas. 

A perfuração offshore está a crescer no Brasil, na Guiana e no Suriname também. A Petrobras aumentará os gastos entre 2023 e 2027, com a maior parte do dinheiro indo para exploração e produção. A Guiana está a aproveitar os resultados de uma série de descobertas offshore que aumentaram as exportações de petróleo do país em 164% em 2022, com receitas atingindo $1,1 bilião. O Suriname aparentemente está no caminho da Guiana para a riqueza do petróleo, embora esteja enfrentando alguns desafios. As expectativas dos analistas sobre o mercado de drilling offshore são optimistas. Os preços do petróleo estão mais altos do que em 2019, a demanda por petróleo é forte e as empresas de perfuração offshore estão a gerar bons lucros. A perfuração em águas profundas é particularmente atrativa, pois é onde está a maior parte dos recursos de petrolíferos inexplorados em todo o mundo.

Cerca de 90% das plataformas offshore do mundo foram contratadas para trabalhar ou já estavam a trabalhar desde Dezembro último. Isso representa um aumento de cerca de 60% na média de 5 anos.

Esse aumento na demanda por perfuração offshore, especialmente em águas profundas, também reavivou a demanda por navios-sonda que foram descontinuados durante a pandemia e a desaceleração do sector. Os navios-sonda custam cerca de $100 milhões para serem colocados novamente online, e os proprietários estão a exigir o pagamento antecipado.

Portanto, apesar dos apelos cada vez mais altos para o que efectivamente equivale a fechar a indústria de petróleo e gás, o mundo real está a exigir cada vez  mais petróleo e gás. Da costa do Brasil ao Mar do Norte e ao Golfo Pérsico, verifica-se a crescente instalação de plataformas de perfuração.

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Logo após a realização do World Economic Forum na semana passada em Davos, em que vários palestrantes tiveram palavras duras em relação a indústria de petróleo e gás, incluindo o chefe da ONU, António Guterres, e o chefe da IEA, Fatih Birol, com mensagens claras sobre “precisamos parar de produzir petróleo e gás para resolver o problema climático mundial”

Enquanto isso acontecia, no entanto, o mundo continuou a precisar de mais energia, e o petróleo e o gás continuaram a ser a forma ideal de energia para a maioria das necessidades humanas. Assim, com a previsão da demanda, inclusive pela IEA, as necessidades energéticas irão aumentar este ano acima da taxa de crescimento da oferta, e com isso, novas actividades de perfuração vão surgindo, especialmente offshore.

Em dezembro do ano passado, foram registados novas empreitadas de perfuração offshore, como Transocean, Valaris e Noble Corp, que dispararam meio à forte demanda por seus serviços, resultando num aumento das taxas diárias para plataformas de perfuração, chegando até aos $500.000?/dia.

No último ano e meio, todos começaram a perfurar novamente no mar e querem usar as plataformas mais eficientes. Um resumo dos maiores negócios assinados na indústria de perfuração offshore no ano passado reforça a percepção de um forte renascimento. O maior negócio foi o contrato da QatarEnergy com a McDermott para expandir a capacidade de produção no North Field, tornando-se num dos maiores negócios da história da McDermott. 

O Qatar também esteve envolvido no segundo maior negócio offshore para 2022, com a italiana Saipem, novamente para o North Field, o que é compreensível, já que o governo do Qatar planeia aumentar a capacidade de produção de LNG do país de 77 milhões de toneladas anuais para 110 milhões de toneladas. Isso significa que haverá muito trabalho para as empresas de perfuração offshore.

A Adnoc também está a aumentar a sua capacidade de produção com a ajuda da Schlumberger e da Halliburton, que fecharam 2 contratos com a major dos Emirados no ano passado no valor de cerca de $ 4biliões. O mesmo vale para a Aramco, que anunciou planos para aumentar sua capacidade de produção de petróleo em 1 MBPD, totalizando 13 MBPD. Espera-se que a maior parte da nova capacidade da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos venha de desenvolvimentos offshore.

A Noruega também está de olho numa forte expansão na actividade de perfuração de petróleo e gás, todas realizadas offshore, apesar das promessas anteriores do governo de uma redução gradual na produção de petróleo e gás e uma mudança para energia renovável. No início deste mês, o ministério de petróleo da Noruega concedeu 47 novas licenças de exploração a 25 empresas. 

A perfuração offshore está a crescer no Brasil, na Guiana e no Suriname também. A Petrobras aumentará os gastos entre 2023 e 2027, com a maior parte do dinheiro indo para exploração e produção. A Guiana está a aproveitar os resultados de uma série de descobertas offshore que aumentaram as exportações de petróleo do país em 164% em 2022, com receitas atingindo $1,1 bilião. O Suriname aparentemente está no caminho da Guiana para a riqueza do petróleo, embora esteja enfrentando alguns desafios. As expectativas dos analistas sobre o mercado de drilling offshore são optimistas. Os preços do petróleo estão mais altos do que em 2019, a demanda por petróleo é forte e as empresas de perfuração offshore estão a gerar bons lucros. A perfuração em águas profundas é particularmente atrativa, pois é onde está a maior parte dos recursos de petrolíferos inexplorados em todo o mundo.

Cerca de 90% das plataformas offshore do mundo foram contratadas para trabalhar ou já estavam a trabalhar desde Dezembro último. Isso representa um aumento de cerca de 60% na média de 5 anos.

Esse aumento na demanda por perfuração offshore, especialmente em águas profundas, também reavivou a demanda por navios-sonda que foram descontinuados durante a pandemia e a desaceleração do sector. Os navios-sonda custam cerca de $100 milhões para serem colocados novamente online, e os proprietários estão a exigir o pagamento antecipado.

Portanto, apesar dos apelos cada vez mais altos para o que efectivamente equivale a fechar a indústria de petróleo e gás, o mundo real está a exigir cada vez  mais petróleo e gás. Da costa do Brasil ao Mar do Norte e ao Golfo Pérsico, verifica-se a crescente instalação de plataformas de perfuração.

SourceOilprice
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