Sábado, Novembro 26, 2022

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OPEP Registra Queda no Cumprimento dos Cortes de Produção em Junho

O compliance das quotas dos cortes de produção da OPEP caíram drasticamente em Junho, uma vez que o aumento da produção da Arábia Saudita e da Nigéria, juntamente com o contínuo desprezo do Iraque em cumprir com a sua  quota da OPEP, reduziram as margens do cartel em permanecer dentro dos limites do acordo de corte da oferta.

Os restantes 11 membros cobertos pelas quotas continuam em conformidade com os cortes. Cerca de 40.000 bpd  foram produzidos acima do estabelecido, atingindo uma taxa de conformidade de 105%, abaixo dos 117% alcançados em Maio.

A OPEP produziu um total de 30,09 mbpd, mesma média alcançada em Maio, embora grande parte do declínio mensal advém da do Irão e da Líbia, sendo que os mesmos tenham sido compensados pela produção da Arábia Saudita e da Nigéria, o que resultou numa menor taxa de compliance.

A OPEP e os 10 aliados não-OPEP, liderados pela Rússia, estenderam o acordo de corte de produção de 1,2 mbpd até Março de 2020, com objectivo de sustentar os preços do petróleo , e demonstrarem o seu impressionante cumprimento com evidências de uma firme resolução de reequilibrar o mercado. 

Entre os 11 membros da OPEP, a Nigéria e o Iraque foram os que menos cumpriram com as quotas. A Nigéria subiu para 1,97 mbpd, média mais alta de produção desde Janeiro de 2015, com o mais novo campo em águas profundas.                                                                           

A produção iraquiana caiu para 4,77 mbpd, de um recorde de 4,82 mbpd atingido em Maio. Esta queda deve-se  ao facto da redução das exportações a partir do terminal sul. A quota do Iraque sob o acordo com a OPEP é de 4,51 mbpd.  A pressão sobre esses 2 países para cumprirem com as suas quotas tendem a crescer nos próximos meses.

Os dados abaixo foram compilados por meio de pesquisas dos oficiais da OPEP e da indústria petrolífera.

Angola, 2º maior produtor africano, viu a sua produção a cair para 1,39 mbpd em Junho. A menor desde a sua adesão a OPEP em 2007. O país viu a produção a declinar devido a manutenção em alguns dos principais campos, juntamente com problemas técnicos e operacionais em andamento. Mas de acordo com o ministro dos petróleos, a produção deve se recuperar e estabelecer-se em volta de 1,48 mbpd.

A Líbia produziu 1,08 mbpd em Junho, uma queda de 40.000 bpd em relação ao mês anterior. Questões técnicas, bem como a manutenção de algumas infraestruturas de petróleo, reduziram a produção. Quase 700.000 bpd da produção continua em risco devido a sua guerra civil prolongada.

Espera-se que o mercado de petróleo contraia no 2º semestre do ano devido aos cortes em curso e as sanções dos EUA, embora as preocupações com crescimento da demanda se mantenham.

A próxima reunião da OPEP  está agendada para 5 de Dezembro de 2019. (Platts).

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