Segunda-feira, Novembro 28, 2022

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Os Melhores e Piores Desempenhos de 2019 da Indústria de Petróleo e Gás

Hess Corp, as suas acções subiram mais de 50% só nos primeiros oito meses de 2019 e continuam em alta, isso ocorreu graças a um único Prospecto de Guiana, onde a Hess é um parceiro minoritário da Exxon, os dois têm feito descobertas em offshore do pequeno pais sul-americano.

Após a descoberta mais recente, a Exxon e a Hess exploraram cerca de 5,5 bilhões de barris em reservas de petróleo, a importância disso para os investidores é evidente no facto de que os preços das acções da empresa continuam a subir, apesar de estar no vermelho há dois trimestres consecutivos.

Shell e a riqueza do gás, quando a Shell comprou o BG Group por $53 bilhões em 2016, tornou-se a maior empresa de gás do mundo, que foi alvo de muitas críticas. Agora, graças à sua exposição ao gás natural, especificamente à sua exposição ao LNG, a Shell é a empresa de ações com melhor desempenho do sector no ano corrente. É também a maior empresa pública de petróleo com uma  produção de 3,8 boe/d no final do terceiro trimestre.

O maior anglo-holandês não é apenas um dos maiores produtores de LNG, mas também um dos maiores exportadores de LNG do mundo, também está entre os melhores desempenhos em termos de receitas classificado em segundo lugar no mundo depois da Sinopec da China. A Shell também está a expandir activamente as energias renováveis e o armazenamento de energia e a preparar também o terreno para o futuro domínio no sector de energia.

Total e a maneira inteligente, o único supermajor de petróleo da França está entre os melhores do sector nos últimos 5 anos apesar da queda dos preços de 2014.

Também esteve entre os estoques com maior desempenho este ano, graças à sua contínua disciplina no controlo de custos e o seu foco em diversificar para outras indústrias que não seja petrolífera, enquanto empenha-se para aumentar a sua produção. Este valor alcançou os 2,8 boe/d este ano, mas será maior no próximo ano, pois a empresa iniciou recentemente o desenvolvimento de um campo petrolífero na zona do pré-sal Brasileiro.

A empresa também possui uma presença extensa em LNG, com 12 activos a produzir e outros 8 em desenvolvimento. A Total possui interesses de LNG em todo o mundo, Canadá, Moçambique, Papua Nova Guiné e Rússia.

Sua produção anual é de 40 milhões de toneladas de LNG.

Chevron e a importância da disciplina, colocou um ênfase especial em suas operações de xisto, com várias vendas estratégicas de activos na Europa e no Canada para expandir melhor as suas operações domésticas. Até o momento possui 1,7 milhões de acres no Permiano, com reservas estimadas em 11,2 boe.

A Chevron também tem outras operações que contribuíram para o seu desempenho superior, incluindo o projecto Wheatstone LNG na Austrália, mas também tem sido muito rigorosa quanto ao controle de custos e retorno dos acionistas, que valeu a pena.

No outro extremo da escala do desempenho, estão as empresas que não tiveram um desemprenho tão bom quanto os outros players.

Exxon está entre os 4 piores desempenhos da Dow Jones industrial Average este ano, com uma subida de 1% apenas desde Janeiro de 2019, um grande contraste com o desempenho do seu parceiro na Guiana, Hess, e são atribuídos isso principalmente aos preços do petróleo.

A Exxon, no entanto, também apresentou outros problemas, principalmente com investidores que duvidam das suas perspectivas a longo prazo diante da crescente pressão ambiental que culminou recentemente num processo no qual o procurador Geral de Nova York acusou a Exxon de enganar os investidores sobre os efeitos das mudanças climáticas na sustentabilidade de seus negócios.

BP e os desastres, a BP se recuperou notavelmente bem do desastre da Deepwater Horizon há oito anos, apesar de ter acabado com uma conta de compensação superior a $60 bilhões, agora a empresa também enfrenta pagamentos de dividendos superiores as suas receitas.

A divida é outro problema que arrastou as ações da BP para baixo este ano, devido as margens de lucro mais reduzidas. A BP não conseguiu pagar as suas dívidas de forma consistente, como os seus parceiros, a empresa foi alvo de ambientalistas e reguladores para limpar as suas ações, e não foi útil para a confiança dos investidores.

Players independentes do Permiano e a carga da dívida, no que pode ser uma reviravolta, a última entrada na lista dos piores desempenhos não é de uma única empresa, mas um grupo. Muito se tem comentado sobre o xisto dos EUA e a sua contribuição para o crescimento da oferta global de petróleo, as empresas responsáveis por esse crescimento da oferta, no entanto, estão em grande parte a funcionar a beira do colapso.

O crescimento impulsionado pela dívida retirou a maior parte do espaço de manobra, caso os preços declinem e, como em 2014, deixou muitos a beira do colapso, caso a situação dos preços mude para pior. Notavelmente, isso ocorre apesar dos preços estáveis e dos baixos custos de produção, esse estado dos negócios destacou o quão interdependente é o mundo dos produtores de petróleo. Após a reunião da OPEP, as notícias de um corte mais profundos mudaram os preços apenas por um período muito curto, caso a reunião falhasse os preços iriam declinar e as maiores empresas de xisto do EUA seriam as mais afectadas do que as empresas integradas. (Oilprice).

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