Domingo, Outubro 2, 2022

Petrolífera Angolana Sonangol Quer Focar-se na Indústria Petrolífera Africana

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A petrolífera estatal angolana Sonangol tem como objectivo dar nova vida à sua indústria petrolífera, simplificando os seus negócios e concentrando-se na sua força nuclear em África, afirmou o presidente e CEO Carlos Saturnino na Conferência Internacional de Petróleo de Paris.

Em vez de investir na Austrália, nos Estados Unidos, etc., a Sonangol quer tornar-se uma empresa petrolífera de referência no continente africano.

A produção de petróleo que corresponde a cerca de 95% das exportações angolanas, caiu mais de 300.000 bpd nos últimos 2 anos. A produção foi de 1,46 milhão bpd em março de 2019, esta queda deveu-se a problemas técnicos e operacionais em alguns de seus campos.

Carlos Saturnino disse que há grande ênfase em reduzir os custos com a venda de activos e uma resposta mais rápida na aprovação de projectos, a fim de atrair investidores para o 2º maior produtor de petróleo da África, com uma grande parte dos suprimentos indo para a China. A Sonangol irá disponibilizar cerca de 52 Joint Ventures fora do grupo e coloca-las a venda.

A falta de eficiência em termos de aprovações prejudicando o investimento, uma vez que houve um acúmulo de cerca de $5 biliões em projetos entre 2015 e 2017 que já foram compensados.

A estratégia em torno da reforma regulatória irá ajudar os investidores a ir mais e mais fundo na exploração dos campos maduros em Angola. Também foi criado um novo regulador independente para gerir as concessões de petróleo e gás do país, que anteriormente eram geridas pela estatal Sonangol. A agência é o novo operador e gestor de concessões numa reestruturação completa da gestão da indústria de petróleo e gás de Angola. Destina-se a melhorar a transparência, atrair investimento e impulsionar a produção.

As mudanças no regime fiscal ajudaram a ressuscitar o interesse, e a indústria recebeu um impulso desde o início da produção do campo de Kaombo e também de alguns campos operados pela Eni no Bloco 15/06. Espera-se que a produção do projecto Kaombo com um custo total de $16 biliões em águas ultraprofundas, seja duplicada para 230.000 bpd ainda este ano, com o início da sua segunda unidade flutuante de produção, armazenamento e descarregamento. O projeto está localizado no cobiçado Bloco 32, que possui 658 biliões de barris de reservas recuperáveis. Enquanto isso, estima-se que a descoberta da Eni’s Agoga-1 contenha entre 450-650 milhões de barris e um API de 31º.

Angola planeia uma rodada de licenciamento de novos campos em 2019, para incluir blocos onshore e offshore nas bacias do Congo, Namibe e Cunene, mas está no meio de uma transição para a nova agência de petróleo e gás. (Platts).

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