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Wednesday, May 29, 2024
 

Empresas do Conteúdo Local da Nigéria Aprofundam o Processo de Nacionalização do Sector Petrolífero Com a Compra dos Activos da Shell Avaliados em $2,4 Biliões

Um consórcio de 05 empresas nigerianas denominado Renaissance Consortium, que inclui quatro empresas de exploração e produção de petróleo, nomeadamente a ND Western, Aradel Energy, First E&P, Waltersmith, e a Petrolin – uma empresa de trading e investimentos, decidiram comprar os activos da Shell no onshore da Nigéria, num negócio avaliado em $2,4 biliões. 

A gigante britânica do sector energético, foi pioneira nos negócios de petróleo e gás da Nigéria a partir da década de 1930. Durante muitos anos, a Shell teve muita dificuldade em lidar com centenas de derrames de petróleo onshore, resultante de roubos, sabotagem e questões operacionais que levaram a reparos dispendiosos e acções complementares.

Desde 2021 que a Shell tem procurado vender seus activos petrolíferos no onshore da Nigéria, mas continuará a operar offshore, por ser um segmento  mais lucrativo e menos problemático na Nigéria. A saída da Shell faz parte de uma estratégia de retirada mais ampla das empresas energéticas ocidentais da Nigéria, à medida que procuram operações mais novas e mais lucrativas, como é o caso da ExxonMobil, Eni e Equinor, que procuram vender seus activos na Nigéria há já algum tempo.

A Shell venderá os activos por $1,3 bilão, enquanto os compradores farão um pagamento adicional de até $1,1 bilião relativamente  a contas a receber.

“Este acordo representa um marco importante para a Shell na Nigéria, alinhando-se com a sua intenção anteriormente anunciada de abandonar a produção de petróleo onshore no Delta do Níger, e assim, simplificar o portfólio da companhia, que procura  concentrar futuros investimentos em águas profundas na Nigéria.

A Renaissance assumirá a responsabilidade de lidar com os derrames, roubos e sabotagem, tendo em conta que a Shell enfrentou vários processos judiciais nos últimos anos para compensar os danos causados pelo derramamento de petróleo no delta do Níger. Isto significa pagamento integral pela remediação e restauração das áreas poluídas, bem como reparações às comunidades locais. 

A Shell opera e tem uma participação de 30% na joint venture SPDC que contabiliza  18 derrames de petróleo onshore e águas rasas. Os recursos da Shell no SPDC atingiram cerca de 458 MMBBLS até o final de 2022. Outros parceiros na joint venture são a estatal Nigerian National Petroleum Corporation (NNPC), que detém 55%, a TotalEnergies (TTEF.PA),  com 10%, e a italiana Eni (ENI.MI), com 5 %.

Além das suas operações e participações em vários campos offshore, a Shell ainda possui uma fábrica de gás natural liquefeito e outros activos na Nigéria. A SPDC, que continua a ser a operadora, foi formada em 1979, incorporando activos do antigo consórcio Shell-BP, com os seus actuais parceiros a entrarem em fases posteriores.

A conclusão da transação depende da aprovação do governo federal da Nigéria e de outros órgãos reguladores.

SourceReuters

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