Terça-feira, Agosto 9, 2022

Análise das Exportações Angolanas de Petróleo Bruto (2018)

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A produção nacional encontra-se em declínio na ordem dos 15%, sendo que a produção actual ronda os 1.400 MBPD, muito a quem dos 1.902 MBPD produzidos em 2008.

Na última década houve uma diminuição contínua nas actividades de pesquisa e no tamanho das descobertas, uma vez que por exemplo em 2017 não foi perfurado nenhum poço de pesquisa no offshore angolano. Dentre os vários factores responsáveis pela queda da produção petrolífera nacional salientam-se a falta de políticas e incentivos para o desenvolvimento dos campos marginais, inexistência de licitações de novos blocos por um período considerável, excesso de burocracia e a maturação dos actuais campos petrolíferos.

O sector petrolífero é o sector mais industrializado do país. Actualmente,  Angola é o 15º maior produtor e 8º maior exportador de petróleo do mundo. O petróleo é de extrema importância para o desenvolvimento económico e social do país, tendo em conta o seu peso na estrutura económica do país (80% OGE e 93% das exportações), elemento fundamental para as medidas de estabilização macroeconómica e no plano de diversificação da economia nacional.

A exportação de petróleo de Angola sofreu um declínio acentuado em 2018 resultante da baixa produção e falta de actividades de pesquisa no offshore angolano. Em 2018, Angola exportou  um total de 532.803.507 mmbbls, uma queda de 59.936.158 mmbbls em comparação ao valor total exportado em 2017, representando uma redução na ordem dos 10,1%.

As exportações petrolíferas de 2018 foram as mais baixas dos últimos 10 anos.

Fig 1. Exportação por Blocos

O Bloco 17 situado na bacia do Congo, operado pela companhia francesa Total continua a ser o Bloco com a maior quantidade de petróleo produzido e exportado. Em 2018, as exportações do Bloco 17 representaram cerca de 37% da exportação petrolífera total em Angola. O Bloco 15 operado pela Esso, é o 2º maior exportador, tendo exportado 17% do volume total exportado em 2018, seguido do Bloco 0 que exportou 9% do volume total, operado pela CABGOC (Chevron).

Fig 2. Destinos

Cerca de 62% do petróleo exportado de Angola vai para a China, tornando a República da China como o principal destino do crude angolano.. A índia é segundo maior importador do crude angolano, sendo que em 2018 importou cerca de 9% do volume total disponibilizado, seguido dos EUA que voltaram a importar petróleo angolano, segurando cerca de 3% do volume total exportado em 2018.

Fig 3. Exportação por Companhias

A Sonangol, antiga Concessionária Nacional, exportou cerca de 25% do volume total exportado em Angola em 2018, como parte dos recebimentos da Concessionária de acordo com o regime fiscal angolano e os contractos assinados. Seguido da Sonangol aparece a Total, que exportou 12% do petróleo produzido, e em 3º lugar a Esso que recebeu cerca de 9% da produção total, e os restantes 54% do petróleo exportado foi repartido com as demais companhias e os custos inerentes às actividades petrolíferas.

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