Quarta-feira, Setembro 28, 2022

Análise do Comportamento dos Preços de Petróleo (1º Trimestre 2020)

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No primeiro trimestre do ano de 2020, registrou-se uma queda significativa dos preços do barril do petróleo nos mercados internacionais.

O Brent, benchmark para as ramas angolanas foi comercializado ao preço mais alto de $68,91/bbl, atingindo  uma média de $63,84/bbl no mês de Janeiro; em  Fevereiro, o Brent foi comercializado a um preço médio  de $55,42/bbl, ao passo que para o mês de Março o petróleo de referência para as ramas angolanas foi comercializado ao preço mais alto de $52,07/bbl, numa média mensal de $35,15/bbl, representando uma queda de $3,61/bbl,  $9,09/bbl e $31,58/bbl respectivamente, em relação a média alcançada no primeiro trimestre de 2019.

O WTI, referência para o continente americano, atingiu o preço mais alto de $63,27/bbl e foi comercializado a uma média de $57,98/bbl no mês de Janeiro;, em Fevereiro, foi comercializado  numa média de $50,66/bbl, ao passo que para o mês de Março o WTI foi comercializado ao preço mais alto de $46,78/bbl à uma média mensal de $30,78/bbl. O que representa uma queda de $6,61/bbl, $4,32/bbl, e $27,34/bbl, em relação a média alcançada no primeiro trimestre do ano de 2019.

O diferencial entre o Brent/WTI para o 1º trimestre de 2020 fixou-se em $5,86/bbl – $4,76/bbl – $4,37/bbl, respectivamente, uma média trimestral de $4,99, resultante de uma maior valorização do Brent em relação ao WIT.

As ramas angolanas também observaram uma queda no 1º trimestre do ano 2020. Sendo que as ramas Girassol, Dália, Nemba e Cabinda para o mês de Janeiro, Fevereiro e Março, foram as mais valorizadas e comercializadas a prémio de $0,73 – $1,92 – $1,00 – $2,72 para Janeiro, e $0,39 – $0,34 – $0,21 – $3,01 para o mês de Fevereiro, e para o mês de Março $1,79 – $1,56 – $0,87 – $0,73 em relação ao Brent benchmark. Porém, durante os meses de Janeiro e Fevereiro registou-se uma maior valorização das ramas angolanas de aproximadamente 2% em relação ao Brent benchmark, ao passo que para o mês de Março as ramas angolanas sofreram um desconto significativo em relação ao Brent.

A rama Cabinda foi a rama angolana mais bem valorizada ao longo do 1º trimestre de 2020, sendo que foi comercializada ao preço mais alto de $66,56/bbl no mês de Janeiro, uma média trimestral de $53,62/bbl. A rama Dália foi a segunda rama angolana mais bem valorizada, sendo que foi comercializada ao preço mais alto de $65,76/bbl e uma média de $52,37/bbl, seguido da rama Nemba com uma média de $64,84/bbl. A rama Girassol para o primeiro trimestre do ano em curso, foi comercializada ao preço mais alto de $33,36/bbl no mês de Março, numa média trimestral de $51,25/bbl.

 A rama Tapis da Malásia continua a ser o grade de petróleo mais bem valorizado nos mercados internacionais, com um API de 43-45º, e com um conteúdo de Enxofre extremamente baixo de aproximadamente 0,04%. No primeiro trimestre de 2020, o Tapis foi comercializado ao preço mais alto de $77,37/bbl e uma média de $71,15/bbl, no mês de Janeiro.

A propagação da pandemia COVID-19 (Coronavírus), constitui a principal razão para queda dos preços do barril do petróleo no primeiro trimestre de 2020, uma vez que os preços observaram uma queda de 41% após terem atingido uma média anual de $64,37/bbl em 2019. O coronavírus provocou restrições na mobilidade a nível global face ao medo de contágio, impedindo de uma maneira significativa o deslocamento de funcionários dos mais variados subsectores da indústria. Houve uma paralisação no fluxo de petróleo transportado nos primeiros meses do ano de 2020, principalmente para países como a China. Ou seja, não há carregamentos de petróleo para China de países como a Colômbia e o Brasil, uma vez que as refinarias chinesas são responsáveis por cerca de 1/3 do petróleo proveniente da America Latina.

Devido a dinâmica dos acontecimentos, registra-se uma redução da demanda por petróleo bruto e produtos refinados.

A coalizão OPEP+ aprovou os cortes de produção de até 9,7 mbpd, face ao excesso significativo da oferta de petróleo no mercado internacional. Nos dias de hoje, o mercado petrolífero enfrenta um momento de saturação de seus sistemas de armazenamento, uma vez que a economia mundial encontra-se estagnada. Dos 100mpbd consumidos a nível global, apenas 70mbpd têm sido consumidos. A actividade empresarial, a indústria de aviação, o turismo, e outras actividades que constituem as maiores fontes de consumo de crude encontram-se suspensas devido a pandemia do Covid-19.

O grá­fico in­te­ra­tivo abaixo ilustra as va­ri­a­ções dos preços.

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