Domingo, Outubro 2, 2022

Captura de CO2 Offshore já é Uma Realidade e Impulsiona Investimentos

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As alterações climáticas, é uma das principais questões enfrentadas pela humanidade. Segundo o acordo de Paris 2016, primeiro acordo climático abrangente no mundo, a melhor maneira de resolver este problema é lidar com a mitigação, adaptação e finanças de gases com efeito estufa.

Esta estratégia envolve a política energética e climática, incluindo as metas denominadas 20/20/20, nomeadamente a redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) em 20%, o aumento da quota de mercado das energias renováveis para 20% e um aumento de 20% na eficiência energética.

O combate às alterações climáticas é das questões ambientais que se encontra no topo da lista de prioridades para os próximos anos. Em todos os mercados, vimos as empresas ESG subirem e superarem as restantes. Ao longo dos últimos anos, vimos gestores de ativos, empresas privadas e governos locais juntarem-se para empurrar esta onda de “investimento sustentável” para a frente.

Contudo, é prevista a captura de aproximadamente 40 milhões de toneladas de CO2 em 2021, a partir de instalações industriais de energia do mundo, o que representa uma simples fração das emissões absolutas de exatamente 51 mil milhões de toneladas. Por exemplo, a Austrália por ser um dos emissores de CO2 mais elevados per capita, está a promover a tecnologia de captura de carbono nascente, que até agora só foi utilizada onshore, como parte daquilo a que chama uma abordagem baseada na inovação para reduzir as emissões. A própria Chevron também, a partir da sua fábrica de GNL de Gorgon, injecta e armazena CO2 numa unidade de reservatório profundo, conhecida como Formação Dupuy. Este projeto prevê reduzir as emissões de gases em cerca de 40% ou mais de 100 milhões de toneladas ao longo da vida útil do projeto de injeção que teve início em 2019.

Outras empresas como Santos, sediada em Adelaide, prevê enterrar 1,7 milhões de toneladas de CO2/ano.

O CarbonNet, outro projeto australiano prevê armazenar aproximadamente 5 milhões de toneladas de CO2/ano estreito de Bass, ao longo da costa sudeste da Austrália, e pretende estar operacional até 2030.

Enquanto que na Europa, a iniciativa Northern Lights, apoiada pelo governo norueguês, Royal Dutch Shell, Equinor e Total, prevê armazenar 1,5 milhões de toneladas de CO2/ano no mar do Norte, a partir de 2024, com planos de longo prazo para escalar as operações para 5 milhões de toneladas.

Pode ser que os atuais e futuros projetos de CAC offshore coloquem os holofotes esperados sobre a tecnologia.

Contudo, para que haja uma maior captura de CO2, as capacidade instaladas de captura e armazenamento devem aumentar mais de cem vezes nos níveis superiores, e só assim, é que será alcançada a meta, redução das emissões de CO2 e obtenção de zero líquidos até 2050.

Estudos de como capturar CO2 de emissões industriais e armazená-lo sob o fundo do oceano continuam e tem sido a aposta de grandes empresas. Por exemplo, a Perth Transborders Energy está a colaborar com parceiros, em propostas para enviar emissões da indústria pesada na Austrália e potencialmente através da região Ásia-Pacífico e usar um centro flutuante para injetar o material sob o fundo do mar. Proposta essa que tem como objectivo captar 1,5 milhões de toneladas/ano. Estes estudos são baseados nos bons dados geológicos que foram recolhidos para efeitos de exploração de petróleo e gás, o que dá um enorme avanço em termos dos dados primários necessários para identificar as áreas prospectivas.

Mas tudo isso só será possível com a mobilização da comunidade financeira e de investimentos. Os sectores financeiros e de investimentos são vitais para concretizar estas ambições.

No entanto, muitos nas áreas financeiras e de investimentos desconhecem o actual estatuto do acordo de CAC, ou o potencial crítico de redução que oferece a um âmbito de ciclos concentrados de emissões. Em geral, o trabalho da CAC no interior deste clima em curso, especialmente como método útil e óbvio para moderar as emissões de CO2, continua em grande medida inexplorado.

Uma orientação clara e uma análise explícita do CAC serão essenciais para que estas áreas compreendam tanto o valor do CAC em carteiras de baixas emissões, como a forma como o investimento na tecnologia pode ser visto como atenuante dos riscos relacionados com o clima.

Os interesses foram expandidos a partir desta área, e não há dúvida de que o Armazenamento de Captura de Carbono está a ser visto como uma geração de valor para carteiras de investimento que estão alinhadas com a realização dos objectivos globais em matéria de alterações climáticas.

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