Sexta-feira, Dezembro 9, 2022

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Mercado Registra Escassez de Algumas Ramas de Petróleo

No mês passado a OPEP+ concordou em estender os cortes profundos na produção até Julho, num esforço para reequilibrar o mercado petrolífero e remover o excedente de petróleo. 

Como resultado, verifica-se agora sinais crescentes de que os mercados estão a carecer de ramas como Urals e Arab Light, graças ao contínuo esforço dos cortes profundos  na produção e a recuperação da demanda por parte de grandes consumidores como a China. 

O preço do Urals, uma das principais ramas da Rússia foram cotados a prémio de $2,40-bbl face ao Brent, estando acima do Brent datado na semana passada o que refletiu a falta de oferta. Isso marca uma reviravolta acentuada em comparação aos  descontos de mais de $4,50/bbl registrado em Abril. 

O mesmo cenário está a ser observado em outros tipos de petróleo azedo, que estão a ser comercializados a prémio mesmo com a demanda global de petróleo ainda 10% abaixo dos níveis normais. 

Em circunstâncias normais, o petróleo médio-azedo produzido pela Arábia Saudita e seus parceiros da OPEP, são geralmente mais baratos do que o petróleo leve e doce com menor teor de enxofre. Todavia, a OPEP reduziu drasticamente os níveis de produção do petróleo médio com teor azedo para o nível mais baixo desde 1991. Além disso, o Irão e a Venezuela que também fornecem petróleo médio e pesado foram forçados a reduzir significativamente a produção devido às sanções impostas pelos EUA. 

Consequentemente, a Saudi Aramco conseguiu aumentar o preço de venda do petróleo para as refinarias por 3 meses consecutivos pela 1º vez na História. A Aramco está a comercializar o seu petróleo mais denso, o Arab Heavy pelo mesmo preço que o Arab Light, uma indicação clara da forte demanda por ramas de petróleo azedas-pesadas e média-pesadas. Em circunstâncias normais, a rama Arab Heavy é comercializada a um desconto que ronda os $2-6/bbl em relação ao Arab Light. 

Observamos o mercado petrolífero está a fazer o shift para Backwardation, um sinal positivo para os mercados que em Maio estavam em super-Contango, com os contractos futuros para a entrega em Junho a serem fechados pela metade do valor dos contratos a spot. 

Esse conjunto de dados são indicativos encorajadores de que os membros da OPEP+ estão em grande parte a cumprir com as suas promessas. No mês de Junho, a Arábia Saudita e a Rússia alertaram os membros do cartel de que não havia espaço para qualquer incumprimento, depois do nível de compliance do mês de Maio ter atingido os 74% dos cortes acordados.  

Notavelmente o Iraque cortou apenas 38%, a Nigéria se saiu ainda pior com cortes em torno dos 19%. Mas o mais importante porém, são as últimas tendências do preço que confirmam a importância dos cortes de produção para ajudar a reequilibrar o mercado petrolífero. (Oilprice).

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