Quarta-feira, Dezembro 7, 2022

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OPEP+ Produziu Mais Petróleo em Setembro, Mas ainda Continua Abaixo das Quotas

A aliança OPEP+ aumentou a produção de petróleo em 170 KBPD em Setembro para o maior nível do grupo desde Abril de 2020, mas permanece tímida em relação aos níveis pré-pandémicos, com vários membros produzindo massivamente abaixo de suas quotas. 

 Os 13 membros da OPEP produziram 29,75 MBPD, um aumento de 190 KBPD em relação a Agosto, enquanto a Rússia e outros 8 aliados adicionaram cerca de 13,26 MBPD no mercado, representando uma queda de 20 KBPD. 

O desempenho do cartel no mês de Setembro foi apoiado por ganhos consideráveis da Arábia Saudita, Iraque e Líbia, que serviram para compensar as perdas de produção da Nigéria e Angola. A diferença entre as quotas do grupo e a produção real permaneceu à volta dos 3,6 MBPD, aproximadamente o mesmo diferencial negativo registado em Agosto. A baixa performance reflecte os problemas contínuos da aliança com a diminuição da sua capacidade ociosa e o impacto do conflito Rússia – Ucrânia. 

A Rússia, sob duras sanções ocidentais que devem aumentar em Dezembro, é o membro com o maior déficit no cumprimento das quotas, com sua produção de Setembro cifrada em 9,77 MBPD, quase 1,26 MBPD abaixo da meta. Os compradores tradicionais nos países do ocidente cortaram as importações de petróleo da Rússia, obrigando o governo de Moscovo a redirecionar alguns volumes para os mercados asiáticos, incluindo China e Índia. 

A Arábia Saudita, que preside a coalizão OPEP+ em colaboração com a Rússia, produziu 11,02 MBPD, perto de sua quota, um aumento de 100 KBPD em relação a Agosto, apoiado por fortes exportações e altos níveis contínuos de queima de petróleo. O Iraque registou um aumento de 80 KBPD atingindo 4,50 MBPD, apesar da paralisação das operações em uma das suas importantes instalações de exportação, por conta de um derramede petróleo. A Líbia por sua vez, viu uma recuperação de 60 KBPD na produção, já que as tensões políticas parecem ter diminuído o suficiente para permitir a retomada das actividades petrolíferas em muitos campos bloqueados. 

Entre os membros da OPEP+ que viram a produção cair, Angola continua a ser atormentada pelo declínio dos campos maduros, ao mesmo tempo em que a Nigéria presencia quedas sucessivas na produção em virtude dos problemas com o subinvestimento no sector e as interrupções nos terminais e constrangimentos nas linhas de produção de petróleo.

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