Quarta-feira, Maio 18, 2022

Pico da Demanda Por Combustíveis Rodoviários Previsto Para 2027

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Uma maior comercialização de veículos elétricos e o aumento da eficiência de veículos por combustão são definidos como os principais indicadores que levarão ao pico da demanda por combustíveis para os transportes rodoviários em 2027, quatro anos antes do que se estimava ser anteriormente pelas instituições energéticas de renome.

Em 2020, entidades ligadas ao sector energético estimavam que a demanda por gasolina e gasóleo para o sector dos transportes rodoviários atingisse o seu pico em 2031. No entanto, as previsões foram antecipadas este ano, fruto da queda acentuada no consumo de combustíveis fósseis na Europa e nos Estados Unidos, onde a comercialização por veículos elétricos é mais alta.

Os tomadores de decisões políticas veem-se a impulsionar o mercado automóvel para opções com baixa. emissão de carbono e para uma melhor eficiência no consumo de combustível, os fabricantes de automóveis e os grandes operadores de frotas também estão, por sua vez, a apontar para a descarbonização a longo prazo.

Os produtores de combustíveis com uma maior exposição em mercados como os EUA e Europa estão preparados para ver uma redução significativa nos volumes actuais de vendas de gasóleo e gasolina durante a próxima década.

Consoante dados analisados pela Petroangola, a comercialização de veículos elétricos levará os Estados Unidos e a Europa a um menor nível de consumo na ordem dos 8 mbpd abaixo da demanda existente. Por outro lado, os produtos petroquímicos se tornarão na nova base para a demanda por petróleo, impulsionada pelo crescimento económico e aumento do consumo, especialmente nos mercados emergentes, como na Índia, China e África. Ainda assim, estima-se uma redução de mais de 6 mbpd no crescimento da demanda de ambos os países.

Caso o pico da demanda por petróleo não for atingido ainda nesta década, será em grande parte devido ao crescimento económico em mercados emergentes, enquanto que em mercados desenvolvidos prevê-se que a demanda total por petróleo nunca retornará aos níveis de 2019.

A redução da demanda dos combustíveis para os transportes rodoviários, que responde por 43% do consumo total de petróleo, também é acentuada pela transição rumo ao trabalho remoto permanente após a pandemia. Metas de cortes de emissões mais rigorosas nos EUA e na Europa reforçam as perspectivas para o maior uso de veículos elétricos, que se adoptados em um ritmo ainda mais acelerado, podem fazer com que a demanda do transporte rodoviário atinja o pico um ano antes do cenário-base.

Nos mais recentes Outlooks anuais de veículos elétricos, empresas do sector energético preveem uma quota de vendas globais de automóveis com emissões zero a exceder os actuais 4% para 70% do mercado até 2040. Esta perspectiva baseia-se em um cenário de transição económica, que não pressupõe medidas políticas adicionais. Por outro lado, tais medidas poderão ser implementadas antecipadamente caso o mercado atinja 60% das vendas no seu segmento a nível global até 2027, o equivalente a cerca de 55 milhões de veículos elétricos vendidos no ano em análise contra 32 milhões previstos anteriormente.

Ao mesmo tempo, os preços do petróleo significativamente mais altos também podem antecipar o pico da demanda total por petróleo, mas para outros players da indústria de petróleo e gás, o fim do crescimento da demanda ainda está distante, e o combustível fóssil ainda será necessário para se alcançar o desenvolvimento económico das economias emergentes. 

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