Terça-feira, Agosto 9, 2022

Que Poços Fechar em Meio da Crise do Petróleo

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Fechar um poço de petróleo em 2020 é relativamente mais fácil e pode até ser feito com um único toque num  smartphone, em algumas plataformas mais sofisticadas. No entanto, descobrir qual poço fechar e por quanto tempo é a parte mais difícil.

Na sequência de uma pandemia fatal e o no pior declínio dos preços do petróleo, os EUA se tornaram o  marco para uma vasta e nova experiência da indústria petrolífera. Os produtores estão a fechar os poços a um ritmo acelerado. 

A ExxonMobil está a reduzir as suas plataformas em operação na Permian Basin em pelo menos 75%, com uma prespectiva de 15 plataformas a funcionar até o final do ano. A Chevron registrou uma queda de 71%. 

O sector nunca enfrentou shut-ins  como estamos a vivenciar agora, as empresas estão neste momento focadas na escolha de quais  poços postos offline,assim como os custos associados à esta operação, uma vez que alguns poderão ser colocados novamente online a curto-prazo, tendo em conta que alguns campos podem ser porosos demais para lidar com um shutdown. 

Diminuir a produção dos poços é relativamente simples. O sistema escolhido hoje em dia  para os campos produtores de petróleo de xisto envolve o uso de bombas submersíveis eléctricas, ou ESPs, que actuam como sistemas de vigilância para organizar e armazenar dados em um local centralizado para o monitoramento e controle.  

Eles enviam dados do fundo do poço para uma unidade remota de telemetria na superfície que os transmite on-line às centrais  de administração. O objectivo desses dispositivos consiste em evitar problemas operacionais a longa distância antes que eles causem falhas dispendiosas. Ao mesmo tempo esses sistemas permitem que os administradores encerrem  facilmente um poço. 

É uma prática comum fechar um poço por mais ou menos um mês enquanto está a ocorrer uma operação de fracturamento em um  poço próximo da área de produção. 

A ExxonMobil irá reduzir a produção dos poços mais novos e prolíficos, o que permite essencialmente a empresa armazenar petróleo no subsolo, até que os preços do petróleo subam.  

Geralmente os poços não automatizados também podem ser fechados com bastante facilidade, algo que acontece regularmente para manutenção. A reparação de um poço requer uma sonda e uma tripulação, com um despesa em cerca de $500/h. Em alguns casos, se os poços forem fechados por um longo período de tempo ou permanentemente, as empresas procuram retirar equipamentos caros para garantir que eles permaneçam viáveis, um esforço que pode custar $75.000 ou mais. 

Todavia, há preocupações sobre as possíveis consequências das paralisações a longo-prazo. Alguns operadores dos  campos de xistos temem que à medida que o fluxo de um poço diminua, a natureza porosa das rochas em seus campos possa permitir uma migração dos hidrocarbonetos. Um dado importante que ajuda as empresas na decisão de que poço cortar, prende-se nos custo de produção por cada barril de petróleo.  

Estima-se que cerca de 45% da produção não é rentável ao preço de $30/bbl, enquanto que os poços convencionais de alto custo na Bakken Basin, Montana e Dakota do Norte, precisam do preço do petróleo acima dos $45/bbl. No mês passado, os EUA, Canadá e o Brasil, sofreram uma queda combinada na produção petrolífera de 2,2 mbpd. 

Dakota do Norte viu cerca de 6.200 poços fechados, incluindo 1.700 da empresa Continental Resources, uma das maiores produtoras de petróleo de xisto . O total de poços fechados equivale a mais de 1/3 dos poços activos. 

Espera-se que as operações no Golfo do México sejam as últimas a serem fechadas. O maior desafio encontram-se nas linhas de pipelines que transportam o petróleo ao longo do leito marítimo. Em tais profundidades, os líquidos nas linhas de fluxo podem solidificar-se caso permaneçam muito tempo fechadas, embora as plataformas do Golfo interrompem as operações regularmente por curtos períodos de tempo, à medida que as tempestades se aproximam. 

Os EUA não são os únicos que trabalham em grandes paralisações, os produtores canadianos interromperam cerca de 300.000 bpd, ainda abaixo dos 1-1,5 mbpd que as empresas eventualmente precisarão reduzir, os primeiros a reduzirem a produção foram os produtores de areias betuminosas que não têm acesso directo às refinarias. 

As areias betuminosas do Canadá, a terceira maior reserva de petróleo do mundo apresentam desafios particulares. Os poços térmicos onde o vapor é injectado na formação, fazendo com que o petróleo viscoso flua a superfície, são mais arriscados porque o retorno do vapor injectado pode causar um bloqueio no reservatório, prejudicando a quantidade de petróleo a ser recuperado. 

Para entender realmente os custos das interrupções dos poços em produção, apresentamos o tempo como um factor significativo, tendo em conta a diferença entre accionar um interruptor no Stripper e encerramento de um campo por completo. 

Custos estimados de cortes de produção  

Extrair uma bomba submersível de um poço de alto fluxo tem um custo estimado de $150.000. A extração das hastes do poço de baixo fluxo cuta aproximadamente $75.000. O tratamento químico para proteger qualquer equipamento  remanescente que no poço tem um custo que varia entre $2.000 a $5.000/poço.

Custo de reiniciação 

Reparar ou drenar um poço cheio de água tem um custo variável de $10.000 a $20.000 por poço. O concerto de uma bomba submersível tem o custo de $150.000. Comprar e instalar uma nova bomba submersível pode custar até $300.000

Workover para consertar tubos ou hastes danificados em um poço de baixo fluxo pode custar até $50.000/poço.

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