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Quinta-feira, Novembro 30, 2023
 

Riscos Sobre a Oferta Impulsionam os Preços do Crude

Os dois principais benchmarks do petróleo bruto subiram quase 6% nesta segunda-feira, registando os maiores ganhos percentuais diários desde Abril último, à medida que os investidores avaliavam a possibilidade de um conflito mais amplo no Médio Oriente.

O Brent registou um ganho de 7,5% e fixou-se em $90,92/bbl, enquanto o WTI subiu 5,9% e foi comercializado a $87,71/bbl. A razão principal recai para o conflito em curso em Israel e o receio de que este possa se alastrar para a região mais ampla do Médio Oriente, rica em petróleo.

Os investidores procuram descobrir o impacto do conflito enquanto um ataque terrestre em grande escala ainda não aconteceu mesmo após o término do prazo de 24 horas dado pelas autoridades israelitas aos residentes do norte de Gaza para fugirem em direção ao sul. O impacto que pode envolver os países produtores de petróleo foi tido em conta nos preços até certo ponto, mas se uma invasão terrestre ocorrer, haverá um impacto no fornecimento de crude e os preços poderão facilmente exceder os $100/bbl.

O conflito no Médio Oriente tem pouco impacto no abastecimento mundial de petróleo e gás, uma vez que Israel não é um grande produtor. Mas a guerra entre o grupo islâmico Hamas e Israel representa um dos riscos geopolíticos mais significativos para os mercados petrolíferos desde a invasão da Ucrânia pela Rússia no ano passado, no meio de preocupações sobre qualquer potencial escalada envolvendo o Irão. Os participantes do mercado avaliam o que um conflito mais amplo poderá implicar para o abastecimento dos principais países produtores da região, incluindo a Arábia Saudita, o Irão e os Emirados Árabes Unidos.

A situação em Israel também pesou fortemente no mercado europeu de gás natural. Os preços futuros do gás natural subiram cerca de  5,7%, para € 56 por megawatt-hora,registando um aumento de cerca de  44%, devido ao fecho temporário de um campo de gás israelita que fornece gás ao Egito e à Jordânia, bem como ao mercado de energia de Israel, o que representa um risco real para a Europa.

O Egito produz o seu próprio gás natural, além de importar e processa parte dele  para envio ao exterior. O país exporta cerca de 3 milhões de toneladas métricas de LNG durante o inverno, com a maioria indo para a Europa. Caso haja uma restrição nas exportações de gás do Egipto, isso poderá resultar em menos gás para Europa.

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