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Terça-feira, Abril 23, 2024
 

TotalEnergies Vende Participações no Bloco 20/11 à Petronas por $400 Milhões 

A TotalEnergies EP Angola concluiu com êxito a venda de 40% dos seus interesses participativos do Bloco 20/11 offshore Angola para Petronas Angola E&P LTD (PAEPL), uma empresa do grupo Petronas, com sede na Malásia. 

Esta transação, que foi concluída em Janeiro de 2023, envolveu um montante de $400 milhões e recebeu a aprovação da autoridade competente.  

A TotalEnergies, que anteriormente detinha 80% dos interesses participativos do Bloco 20/11, mantém sua posição como operadora, agora com uma participação de 40%. A PAEPL também detém 40%, enquanto a Sonangol Pesquisa e Produção S.A. possui 20%. 

Localizado a cerca de 150 km a sudoeste de Luanda, o Bloco 20/11 detém as promissoras descobertas de petróleo Cameia e Golfinho. O desenvolvimento dessas descobertas será realizado por meio de um sistema de poço submarino conectado a uma FPSO com capacidade para produzir 70 KBPD. Vale destacar que esta FPSO representa o 7º desenvolvimento da TotalEnergies em Angola.  O projecto será implementado com a utilização das mais avançadas tecnologias disponíveis para minimizar as emissões de gases de efeito estufa. Além disso, as instalações serão projectadas para alcançar zero queima de gás, com todo o gás associado sendo completamente reinjetado nos reservatórios. 

A supermajor francesa lançou em 2021 um concurso preliminar de engenharia e design de front-end para um FPSO de 100 KBPD, na época com o objetivo de sancionar o projecto no ano seguinte. No entanto, uma série de factores, incluindo a pandemia de Covid-19, os custos da cadeia de abastecimento, as restrições de financiamento dos empreiteiros e as negociações do Contrato de Partilha de Produção com Luanda, forçaram o atraso no desenvolvimento das descobertas Cameia & Golfinho.

Na época, a Bumi Armada emergiu como o fornecedor preferencial da FPSO, mas agora,  fontes da indústria sugeriram a Saipem, num projecto conjunto com a MISC, Modec ou BW Offshore como potenciais concorrentes. Espera-se agora que o desenvolvimento offshore receba luz verde antes do final do ano e esteja programado para entrar em operação em 2026.

Nicolas Terraz, Diretor-Geral da Pesquisa e Produção da TotalEnergies, expressou sua satisfação com a entrada da Petronas como parceira estratégica no Bloco 20/11, na Bacia do Kwanza, destacando a sólida parceria estabelecida com a Sonangol e a Petronas, com o apoio das autoridades angolanas, para o desenvolvimento dos campos Cameia e Golfinho. 

De acordo com análises técnicas e económicas, os campos Cameia e Golfinho apresentam recursos recuperáveis estimados em menos de 300 MMBBLS e uma taxa interna de rentabilidade (TIR) de 15%.

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