Quarta-feira, Dezembro 7, 2022

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Não há Espaço para a OPEP + Aumentar a Produção para o Resto de 2019

Os países que participam do acordo OPEP + não poderão aumentar seus níveis coletivos de produção de petróleo no 2º semestre de 2019, sob pena de afectar negativamente os preços do barril de petróleo.

Apesar de um aumento de produção estar fora do baralho sem influenciar os preços, os cortes de produção exigidos pela OPEP + para suportar os preços não precisam serem aprofundados até 1,5 mbpd.

Isto representa um contraste na dinâmica tradicional do balanço entre a oferta e demanda, devido a um mercado apertado para barris médios e pesados e as mudanças de combustível de transporte que se aproximam da IMO 2020, que devem causar um aumento na demanda  por petróleo bruto.

A decepção com o actual nível de demanda global e o forte crescimento da produção dos EUA também estão a pesar fortemente na decisão da OPEP +, que já foi adiada para o início de Julho.

Antes da 6ª Reunião Ministerial da OPEP em Viena, Áustria, espera-se que a demanda do crude aumente graças aos próximos regulamentos da IMO 2020, e a OPEP provavelmente não terá que cortar a produção conforme anteriormente previsto, assim sendo, não haverá espaço para um possível aumento da produção por parte dos membros da OPEP.

A previsão da oferta e demanda aponta para uma queda na produção da OPEP na ordem dos 1,5 mbpd, estabelecendo-se em 29 mbpd entre o 2º e 4º trimestre de 2019.

O acordo OPEP +, consiste de países da OPEP mais a Rússia, e vários outros países produtores que apoiam os cortes, responsáveis por quase 49 mbpd dos 84 mbpd da produção global de petróleo bruto e condensados que deverão ser produzidos em média em 2019.

Estima-se que a produção não-OPEP cresça 1,9 mbpd em relação ao ano anterior, impulsionada pelo contínuo aumento da produção de petróleo de xisto dos EUA, enquanto a demanda global deverá crescer apenas entre 1,1 a 1,2 mbpd/ano.Em outras palavras, uma vez que os países não-OPEP introduzem  mais crude no mercado, resultando no aumento da oferta, a OPEP será ainda mais pressionada a gerenciar a produção para equilibrar o mercado global.

A nossa previsão aponta para um crescimento na produção dos EUA na ordem do 1,6 mbpd em 2019, com a média de produção mensal a rondar os 13,4 mbpd até Dezembro de 2019. O peso do crescimento da oferta vem da Bacia do Permiano, o prolífico xisto em Texas e Novo México. (Offshoreenergytoday).

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