Domingo, Agosto 14, 2022

Produção de crude da OPEP cai para o mínimo dos últimos 6 meses fixando-se em 32.43 mbpd

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A produção de petróleo bruto da OPEP sofreu uma redução de 630.000 bpd em Dezembro, de acordo com a análise dos oficias da indústria e dados de exportação, mas o cartel precisa efectuar mais cortes para atingir as novas quotas estabelecidas para 2019.

Os 15 membros da OPEP bombearam 32,43 mbpd em Dezembro, nível mais baixo dos últimos seis meses. O ICE Brent futuro foi comercializado a $58.58, 16% acima da média mais baixa dos últimos 17 meses, uma clara resposta do mercado aos fortes sinais da OPEP sobre os cortes nos níveis da oferta.

A Arábia Saudita foi a força motriz por trás do mais recente acordo de corte de produção que objectivaram o aumento dos preços de petróleo, cortando 401.000 bpd da sua produção, atingindo a 10,60 mbpd em Dezembro. O output da Arábia Saudita deverá fixar-se em 10,2 mbpd em Janeiro, estando abaixo da sua quota de 2019 fixada em 10,31 mbpd.

Excluindo o Qatar que saiu da OPEP com efectividade em Janeiro, e o Irão, Líbia e a Venezuela, que receberam isenções nos últimos cortes, os restantes 11 países membros produziram 26,89 mbpd, cerca de 1 milhão bpd acima do teto estipulado a 25,94 mbpd, em vigor desde 1 de Janeiro.

O Iraque, segundo maior produtor da OPEP, aumentou o seu output para 4,67 mbpd, 160.000 bpd acima da sua quota de mercado fixada em 4,51 mbpd. Os EAU injectaram 3,25 mbp no mercado, devendo fixar a sua quota para 3,07 mbp. A Nigéria também esteve acima da sua quota de mercado de 1,69 mbpd, produzindo 1, 90 mbpd, embora os oficiais nigerianos justificam que boa parte da produção da Nigéria são condensados e não estão sujeitos aos cortes de produção.   

As quotas são parte do novo acordo entre a OPEP e outros 10 países não-OPEP, que visam cortar 1,2 mbpd durante o primeiro semestre de 2019 e tem como objectivo prevenir o excesso de oferta no mercado que registra uma baixa perspetiva no crescimento da demanda. A OPEP comprometeu-se com cerca de dois terços dos cortes e isentou os seus membros mais fragilizados, o que significa que, qualquer declínio involuntário não contará para o cumprimento. O irão continua a lutar para encontrar compradores para o seu petróleo devido as sanções, forçando a sua produção a cair para 2,80 mbpd, nível mais baixo desde 2014. A produção da líbia caiu 970.000 bpd devido ao shut down do seu maior campo petrolífero Sharara. A Venezuela apesar de estar no meio de uma crise económica, conseguiu manter a sua produção estável em 1,7 mbpd.

O final de Dezembro de 2018 representou o fecho dos últimos cortes de produção que vigoraram durante os anos 2017-2018, o acordo obrigou os 13 membros da OPEP e seus aliados a reduzirem 1,8 mbpd, sendo que a Líbia e a Nigéria foram isentados. Os países membros da OPEP atingiram um nível de compliance de 123%, muito devido ao colapso da Venezuela que iniciou o acordo com uma produção de 2,01mbpd em Janeiro de 2017, sofreu um declínio de 840.000 bpd, resultando num nível de conformidade de 458%. A Arábia Saudita atingiu um nível de compliance de 86%, enquanto que o Iraque foi o membro com baixo nível de compliance, atingindo apenas 39% de conformidade.

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