Terça-feira, Agosto 9, 2022

Produção de Petróleo de Angola Poderá Cair Para 1,180 Milhões de Barris/dia em 2020

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A produção petrolífera angolana poderá cair para 1,180 MBPD, abaixo da actual média de 1,383 MBPD.

A razão por trás dessa queda centra-se no possível acordo de cortes de produção da OPEP+, em que os países serão obrigados a cortar cerca de 23% da produção actual. Outros factores como a falta de actividade exploratória, declínio natural da produção fruto da maturação dos reservatórios, em combinação com a fraca demanda, excesso de crude no mercado e as restrições na mobilidade provocada pela propagação da pandemia do coronavírus perfazem as razões da queda da produção.

Os preços dos contractos futuros de petróleo caíram na quinta-feira, após a reunião da coalizão OPEP + ter resultado em um acordo de corte de produção que provavelmente tinha um escopo muito limitado para compensar a queda na demanda global de petróleo causada pela pandemia do coronavírus.

A Opep e seus aliados forjaram na quinta-feira um acordo histórico para reduzir 10 MBPD da produção global de petróleo dos mercados internacionais, segundo fontes envolvidas nas negociações, sob pressão política e financeira para tentar impedir uma contusão nos preços do petróleo causada pela pandemia de coronavírus.

O acordo resume-se na união de 23 países membros da aliança da OPEP +, liderados pela Arábia Saudita e pela Rússia, com o objectivo de coordenar  o maior corte de produção do mundo, apenas 1 mês após os dois países terem lançado uma guerra de preços violenta que elevou a indústria do petróleo e exacerbou o medo de uma crise global. 

Os cortes abrangerão os meses de Maio e Junho, antes de serem revertidos para 8 MBPD para o resto de 2020 e depois para 6 MBPD para 2021.

Os cortes estão muito mais limitados tendo em conta o escopo antecipado pelos mercados. Os preços do petróleo subiram 13% nos primeiros minutos da reunião da Opep +, com especulações de que um acordo mais amplo esteja disponível para tirar mais de 20 MBPD do mercado. O WTI do primeiro mês caiu 9% na sessão de quinta-feira para o menor nível desde 1 de abril, um dia antes do anúncio da reunião da OPEP+.

Os ministros da OPEP+ se reunirão novamente em 10 de junho por videoconferência para revisar as condições do mercado e decidir se são necessárias mudanças.

No ritmo actual de aumento de estoque, as unidades de armazenamento estarão cheias até o final do mês de Maio e a produção de petróleo precisará ser reduzida em 15 a 20 MBPD. A proposta de 10 MBPD pode ser um pouco tarde demais, pois terá um impacto limitado na produção de Abril e somente se for sustentada a partir de Maio para o restante do ano poderá se evitar atingir o limite de enchimento dos tanques de armazenamento.  
Uma reunião de emergência dos ministros da Energia do G20 está prevista para esta sexta-feira para outros países discutirem o quanto eles podem estar dispostos a reduzir a produção de petróleo, potencialmente adicionando outros 5 MBPD de cortes além da OPEP+. Mas os EUA, o maior produtor mundial, continuam a resistir formalmente a qualquer acordo, argumentando que os cortes nos EUA virão organicamente do colapso dos preços do petróleo e da demanda global pela pandemia de coronavírus. (Platts).

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