Domingo, Outubro 2, 2022

Rosneft Aposta na Expansão do Portfólio em Moçambique

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Os representantes da empresa Russa Rosneft assinaram esta semana acordos de cooperação com o Instituto Nacional de Petróleo de Moçambique e a companhia Nacional de Hidrocarbonetos, durante a visita oficial do Presidente de Moçambique Filipe Nyusi à Rússia.

Também foi assinado um Memorando sobre a Expansão da cooperação em Moçambique,   o documento foi assinado por Igor Sechin e pelo director executivo da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) Omar Mitha. A cerimônia de trocas de documentos foi realizada na presença do presidente da Federação Russa, Vladmir Putin, e do presidente de Moçambique Filipe Jacinto Nyusi.

Com base ao acordo, a Rosneft terá o direito de estudar os dados geológicos disponíveis em vários blocos onshore e offshore em Moçambique, a fim de examinar o seu potencial e a oportunidade de inserir os futuros projectos nesses blocos. Moçambique é uma das áreas com melhores perspectivas de negócios internacionais da Rosneft, daí o interesse em expandir ainda mais o portfólio de projectos no país.

No final de 2015, a Rosneft e a ExxonMobil foram declaradas vencedoras de 3 blocos referentes a 5ª rodada de licitações organizadas pelo INP. As duas empresas receberam 3 áreas de licença: A5-B na bacia de Angoche ; Z5-C e Z5-D no Delta do Zambeze.

Em Outubro de 2018, o consórcio onde a Rosneft detém 20% assinou contractos de concessão para exploração e produção de hidrocarbonetos nas 3 áreas com o Governo moçambicano, dando início  aos trabalhos de exploração. O governo de Moçambique aprovou em Maio o plano de desenvolvimento do projecto do Rovum LNG liderado pela Exxon e pela Eni.

Dois dos trens de gás natural liquefeito foram projectados com uma capacidade anual de mais de 15 mpta. Estima-se que a produção do LNG do projecto inicie em 2024. Além disso, a Anadarko tomou a decisão final de investimento para o desenvolvimento da Área 1 em Offshore Moçambique através de um projecto de $20 biliões.

Este será o 1º desenvolvimento de LNG de Moçambique, inicialmente composto por 2 trens de LNG com uma capacidade total de 12,88 mpta para apoiar o desenvolvimento dos campos de Golfinho/Atum localizados inteiramente dentro da área 1 offshore.

Estima-se que o projecto será assumido pela Total, uma vez que a Anadarko foi recentemente adquirida pela Oxy, que concordou em vender os activos em África da Anadarko incluindo o projecto LNG de Moçambique para a francesa Total em um acordo de $8,8 biliões.  (Offshoreenergytoday).

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